Tratamento de Fissuras em elementos estruturais
Filosofia da inspeção de estruturas
O objetivo da análise deverá verificar as condições de utilização, eminência de ruptura, exame de anomalias, estudo de movimentação estrutural e a manutenção.
A inspeção de maneira geral
Diante do problema, por chamado ou por iniciativa própria, o engenheiro deve proceder exames acurados dentro de limites pré-estabelecidos, procurando uma forma de registrá-los e diagnosticar a causa do efeito.
As anomalias mais comuns são ninhos ou vazios internos, quebraduras descontinuidades superficiais, descontinuidades fissuratórias, desaprumo, lixiviação, degradação do concreto, flecha, eflorescências, manchas, recalques, desnivelamento, esfoliação, corrosão da armadura, aparelho de apoio defeituoso, descalçamento, porosidade, etc...
Para auxiliar na divulgação do diagnóstico o engenheiro deve compor a anamnese que é tomada do conhecimento histórico do prédio através de seus moradores antigos e pessoas que participaram da construção.
O engenheiro pode fazer prognósticos considerando a evolução ou não-tratamento da anomalia.
É preciso definir a amplitude do trabalho, sua abrangência e nível do reparo.
Dentre as várias alternativas que possivelmente venham a existir, cabe ao engenheiro adotar a metodologia mais adequada, em conformidade com os recursos do cliente.
Anomalias típicas em vigas
Na figura 1 tem um desenho de defeito que mostra corrosão de armadura. Normalmente as causas são concreto permeável ou poroso, ou cobrimento insuficiente ou má concretagem. Pode ocorrer também posicionamento inadequado da armação de origem de cálculo ou de montagem.
Nas figuras 2 e 3, temos fissuras posicionadas de forma a se ter problemas de flexão, que são as mais comuns. O diagnóstico refere-se a sobrecarga não prevista, armação insuficiente, ancoragem insuficiente ou armação mal posicionada.
Na figura 4 mostra-se fissuras provenientes de cisalhamento. São oriundas de sobrecarga não prevista, concreto de baixa resistência, estribos insuficientes ou estribos mal posicionados.
Atenção: São fissuras perigosíssimas, defeito do cisalhamento pode acarretar colapso sem aviso prévio. 30° < Ө < 45°
Na figura 5 temos manifestação devido a escorregamento de armação, as causas são más aderências entre concreto e aço. Transpasse mal executado, concreto de baixa resistência, concreto com baixo teor de areia.
Nas figuras 6 e 7 são típicas de esmagamento do concreto. O diagnóstico indica concreto com Fck baixo ou Fcj mal projetado. Também excesso de armadura trativa pode reduzir fração de compressão de concreto, levando ao esmagamento.
Na figura 8 por exemplo, mostra a delineação característica de fissuras oriundas de retração ou existência de gradiente de temperatura. Quase sempre são vigas engastadas ou fortemente ancoradas em seus extremos. O diagnóstico mais comum é a ocorrência de cura mal executada ou cimento excessivamente quente no momento da mistura, secagem prematura do concreto ou utilização de aditivos aceleradores de pega.
Na figura 9 temos fissuras que aparecem quando existem cargas compressivas e excessivas.
Anomalias típicas em pilares
Na figura 10, é um caso típico de fissura de assentamento. Acontece com freqüência na concretagem simultânea de lajes e vigas sobre pilares. Normalmente o concreto foi mal adensado ou muito fluído. Também podemos ter neste caso formas não estanques.
Na figura 11, são fissuras provenientes de junta de concretagem. Ocorre quando há excesso de nata no topo do pilar, ou quando o topo se apresenta desnivelado ou com sujeira.
Na figura 12, estão fissuras que ocorrem quando há excesso de carga e/ou deficiência de estribos.
Na figura 13, são fissuras que mostram flexionamento de um dos lados do pilar, pode ser devido a excentricidade da carga compressiva.
Na figura 14, são fissuras oriundas de flambagem, anomalia que ocorre devido a carga excessiva.
Na figura 15, o cimento com temperatura alta ou técnica errada de adensamento pode gerar na coluna microfissuras.
Identificação do tipo de fissura e a seleção da técnica a adotar
O tratamento de peças fissuradas está diretamente ligado à perfeita identificação da causa da fissuração, ou, dito de outra forma, do tipo de fissura com que se está a lidar, particularmente no que diz respeito à atividade (variação de espessura) ou não da mesma, e da necessidade ou não de se executar reforços estruturais (casos em que as fissuras resultam de menor capacidade resistente da peça).
A formulação do tratamento poderá ainda ser merecedora de alguns ajustes em função da existência ou não de rede de fissuras (quando a solução passará, normalmente, pela aplicação de revestimentos elásticos) e da penetração da fissura no elemento estrutural, ou seja, da superficialidade ou profundidade da fissura, particularmente quanto à definição do material a utilizar, já que no tratamento será normalmente mais simples nos casos superficiais, não sendo mesmo, em algumas situações, necessário recorrer-se às resinas epoxídicas, que são mais caras, podendo-se ficar pela utilização de nata de cimento Portland incorporada com aditivo expansor, nos casos de obstrução rija.
Havendo ou não atividade, sempre se pretenderá, com o tratamento, criar uma barreira ao transporte nocivo de líquidos e gases para dentro das fissuras, impedindo a contaminação do concreto e até as armaduras.
No caso das fissuras ativas, é só o que se pode fazer, a menos que seja eliminada a causa que as gerou, casos em que passarão a ser passivas. Assim, não terá sentido dizer-se do “fechamento” de fissuras ativas, porque se fosse tentado restabelecer o monolitismo a peça voltaria a se abrir, senão no mesmo ponto, que naturalmente deverá ter ficado mais resistente, ao menos ao lado, posto que a causa ainda persistirá.
Portanto, em se tratando de fissuras ativas, deve-se promover a vedação, cobrindo os bordos externos da mesma e, eventualmente, preenchendo-a com material elástico e não resistente. Deverá ser sempre uma obstrução macia, que admita e conviva com a patologia instaurada, impedindo, no entanto, a degradação do concreto.
Já nos casos passivos, para além do estabelecimento do dispositivo protetor, há que se garantir que a peça volte a funcionar como um todo, monoliticamente, ou seja, há que se fechar a fissura, o que é conseguido pela injeção de um material aderente e resistente, normalmente resina epoxídica.
















Monitoramento de trincas em alvenarias
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